Executivo Municipal detalha a situação da Saúde e projeta ações

Tema de encontro na Câmara foi o Pronto Atendimento que, mesmo sob dificuldades, mantém o atendimento normalmente.


Em encontro na Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (10/6) o prefeito de Tapes, Luis Carlos Coutinho Garcez, o vice-prefeito e secretário da Saúde, Eduardo Simchen, e o diretor do Pronto Atendimento de Urgência - PADU Nossa Senhora do Carmo, Rafael Streck, apresentaram à comunidade esclarecimentos sobre a situação da principal instituição de saúde do Município. Participaram da reunião vereadores, imprensa, líderes comunitários e demais autoridades locais, sendo permitida a presença de um representante por entidade, atendendo aos protocolos de distanciamento social.



Durante o encontro foi exibido um diagnóstico, além de documentos que comprovam o imbróglio administrativo que o Pronto Atendimento acumula desde de 2014, quando em 10 de novembro daquele ano foi renovado o alvará com a denominação de Pronto Atendimento de Urgência - PADU, por determinação do governo do Estado. A medida resultou na perda da titularidade de hospital pela instituição, processo que, no entedimento da atual gestão, não foi realizado com o devido cuidado. Como resultado da condução deste processo realizado à época procede uma situação "caótica e preocupante", nas palavras do prefeito Garcez.

"É bom lembrar que, em 2004, ao final do meu governo, entreguei o hospital a pleno vapor, atendendo inclusive a micro-região, com maternidade e com a realização de cirurgias de média complexidade", complementou o prefeito em sua fala.





Considerada uma pasta prioritária para a atual gestão, a Saúde foi uma das principais bandeiras do plano de governo. Dos compromissos assumidos com o eleitor, a vontade de reaver o status de hospital, e, consequentemente, ampliar os serviços à população, ainda permanece. Para tanto Garcez afirmou que o processo terá de ser iniciado do zero. O primeiro passo, segundo o prefeito, é o de sanar confusões como a definição da personalidade jurídica da instituição que, para alguns órgãos de gestão da saúde consta como hospital, e para outros como pronto atendimento, o que tem prejudicado a prestação do serviço com a eficiência desejada. Em um segundo momento, ainda de acordo com o prefeito, será necessário a adequação da atual infraestrutura para que atenda os requisitos dos órgãos de fiscalização. Para a adequação estima-se o investimento entre R$ 2,5 e R$ 3,5 milhões, recursos indisponíveis em caixa no momento. O prefeito estima que todo o processos deverá ser realizado em médio prazo.


O Pronto Atendimento de Urgência de Tapes conta com 78 funcionários a absorve grande parte dos cerca de R$ 800 mil mensais investidos na área da Saúde no Município.



Tiago Fernandes Rádio Mocó

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